31/01/09

Domingo Sangrento, Irlanda do Norte



Domingo Sangrento é o termo usado para descrever um incidente em Derry, na Irlanda do Norte, a 30 de Janeiro de 1972, no qual 27 manifestantes pelos direitos civis foram fuzilados por membros do 1 º Batalhão de Paraquedistas durante uma marcha organizada pela Associação dos Direitos Civis da Irlanda do Norte.Treze pessoas, sete das quais eram adolescentes, morreram imediatamente, e uma outra pessoa, 4 meses e meio mais tarde, morreu devido aos ferimentos que recebeu nesse dia.
Várias testemunhas, incluindo espectadores e jornalistas, afirmaram que todos os que foram atingidos estavam desarmados. Cinco dos manifestantes foram baleados pelas costas.
Duas investigações foram realizadas pelo governo britânico. O Tribunal de Widgery, realizada no rescaldo do evento, ilibou os soldados e autoridades britânicas da culpa, mas foi criticado muitos, incluindo o então chefe de gabinete de Tony Blair, Jonathan Powell. O inquérito Saville, criado em 1998 para analisar os acontecimentos novamente (presidido por Lord Saville de Newdigate), deverá apresentar o relatório no final 2009.
Estes murais são de Belfast,na Irlanda do Norte e as fotografias são da wikipédia.







Excesso de bagagem



Esta escultura, chamada pela artista Meryl Smith, "bagagem excessiva" foi realizada para uma exposição sobre as exigências internacionais no tamanho das bagagens de mão.
Há outras fotografias em evilmonito. Outras obras da artista podem ser vistas no seu blog.

30/01/09

Um mês de spam


Vale a pena ver a análise completa do spam recebido durante um mês. Uma estatística muito completa e bem apresentada que encontrei no DuggBack.
Cliquem na imagem para a aumentar.



As bolsas e a idade das mulheres


Achei divertida esta imagem que não deixa de ser verdadeira. As necessidades e os gostos variam consoante a idade.
Há uma outra variante que separa as mulheres casadas das solteiras, os objectos que pertencem ao marido quando vão com elas. Pelo menos o meu pede-me sempre para lhe levar a carteira, os óculos, o telemóvel, etc..

O mundo visto de Paris


Encontrei este mapa no Strange Maps. Segundo ele, o mapa foi publicado na revista francesa Actuel e foi criado por Herman Lindquist no seu livro ‘Reports from the Middle Kingdom’ em 1989.
Resolvi fazer uma busca no Google tentando descobrir comentários franceses sobre este mapa. Encontrei muito pouca informação mas, em contrapartida, descobri dois outros mapas divertidos, sobre os franceses, no Forum Auto. Ainda bem que os franceses se riem de si próprios! É sempre saudável brincar com algumas das nossas (neste caso, deles) características.
Os outros dois mapas estão na continuação.



Stop-motion "Her Morning Elegance"


Her Morning Elegance / Oren Lavie


Uma animação espantosa em stop-motion. Original, criativa, com uma boa música.. indescritível! Só mesmo vendo.
Encontrei no Arma Zen da Tuca.


29/01/09

Folheto informativo do início da RTP




A RTP1 é o primeiro canal de televisão da Rádio e Televisão de Portugal, a empresa pública de rádio e televisão.

As suas emissões experimentais iniciaram-se em 1956, nos estúdios da Feira popular, em Lisboa.

No entanto, as emissões regulares só se iniciariam a partir de 7 de Março de 1957, para cerca de 65% da população, só atingindo todo o país em meados dos anos 60 do século XX.

As emissões a cores iniciaram-se em 7 de Março de 1980.

















folheto recebido em ficheiro powerpoint

Retrato de um Canalha

O texto, transcrito do jornal "O Globo", pretende retratar o canalha brasileiro. Infelizmente, a imagem aplica-se rigorosamente aos muitos canalhas portugueses que há séculos por aí circulam (já D. Pedro V afirmava que Portugal estava ser governado por uma "canalhocracia"...). Ora leiam...

A TEORIA DO CANALHA

(Estamos sob o ataque de um enxame de malfeitores)


'Eu não sou um canalha, eu sou o canalha. Tenho orgulho de minha cara-de-pau, de minha capacidade de sobrevivência, contra todas as intempéries. Enquanto houver 20 mil cargos de confiança no país, eu estarei vivo, enquanto houver autarquias dando empréstimos a fundo perdido, eu estarei firme e forte. Não adianta as CPIs querendo me punir. Eu saio sempre bem. Enquanto houver este bendito código de processo penal, eu sempre renascerei como um rabo de lagartixa, como um retrovírus, fugindo dos antibióticos. Eu sei chorar diante de uma investigação, ostentando arrependimento, usando meus filhos, pais, pátria, tudo para me livrar. Eu declaro com voz serena: Tudo isso é uma infâmia de meus inimigos políticos. Eu não me lembro se esta loura de coxas douradas foi minha secretária ou não. Eu explico o Brasil de hoje. Eu tenho 400 anos: avô ladrão, bisavô negreiro e tataravô degredado. Eu tenho raízes, tradição. E eu sou também 'pós-moderno', sou arte contemporânea: eu encarno a real-politik do crime, a frieza do Eu, a impávida lógica do egoísmo.

continua na página seguinte


No imaginário brasileiro, eu tenho algo de heróico. São heranças da colônia, quando era belo roubar a Coroa. Só eu sei do delicioso arrepio de me saber olhado nos restaurantes e bordéis. Homens e mulheres vêem-me com gula: 'Olha, lá vai o canalha....!' - sussurram fascinados por meu cinismo sorridente, os maîtres se arremessando nas churrascarias de Brasília, e eu flutuando entre picanhas e chuletas, orgulhoso de minha superioridade sobre o ridículo bom-mocismo dos corretos. Eu defendo a tradição endêmica da escrotidão verde-e-amarela. Sem mim, ninguém governa. Sem uma ponta de sordidez, não há progresso.

Eu criei o Sistema, que, em troca, recria-me persistentemente: meus meneios, seus ademanes, meus galeios foram construindo um emaranhado de instituições que regem o processo do país. Eu sou necessário para mantê-las funcionando. O Brasil precisa de mim.

Eu tenho um cinismo tão sólido, um rosto tão límpido que me emociono no espelho; chego a convencer a mim mesmo de minha honestidade, ah! Ah!... Como é bom negar as obviedades mais sólidas e ver a cara de impotência de inquisidores. E amo a adrenalina que me acende o sangue quando a mala preta voa em minha direção, cheia de dólares. Eu vibro quando vejo os olhos covardes dos juízes me dando ganho de causa, ostentando honestidade, fingindo não perceber minha piscadela maligna e cúmplice na hora da emissão da liminar... Adoro a sensação de me sentir superior aos otários que me compram, aos empreiteiros que me corrompem, eles humilhados em vez de mim.

Eu sou muito mais complexo que o bom sujeito. O bom é reto, com princípio e fim; eu sou um caleidoscópio, uma constelação. Sou mais educativo. O homem de bem é um mistério solene, oculto sob sua gravidade, com cenho franzido, testa pura. O honesto é triste, anda de cabeça baixa, tem úlcera.
Eu sou uma aula pública. Eu faço mais sucesso com as mulheres. Elas se perdem diante de meu mistério, elas não conseguem prender-me em teias de aranha, eu viro um desafio perpétuo, coisa que elas amam em vez do bondoso chato previsível. A mulher só ama o inconquistável. Eu conheço o deleite de vê-las me olhando como um James Bond do mal, excitadas, pensando nos colares de pérolas ou nos envelopes de euros. Eu desorganizo seu universo mental, muitas vezes elas se vingam de mim depois, me denunciando - claro - mas só eu sei dos gritos de prazer que lhes proporcionei com as delícias do mal que elas adivinhavam. Eu fascino também os executivos de bem, porque, por mais que eles se esforcem, competentes, dedicados, sempre sentir-se-ão injustiçados por algum patrão ingrato ou por salários insuficientes. Eu, não, eu não espero recompensas, eu me premio. Eu tenho o infinito prazer do plano de ataque, o orgasmo na falcatrua, a adrenalina na apropriação indébita. Eu tenho o orgulho de suportar a culpa, anestesiá-la - suprema inveja dos neuróticos. Eu sempre arranjo uma razão que me explica para mim mesmo. Eu sempre estou certo ou sou vítima de algum mal antigo: uma vingança pela humilhação infantil, pela mãe lavadeira ou prostituta que trabalhou duro para comprar meu diploma falso de advogado.

Eu posso roubar verbas de cancerosos e chegar feliz em casa e ver meus filhos assistindo a desenho na TV. Eu sou bom pai e penso muito no futuro de minha família, que graças a Deus está bem. Eu sou fiel a uma mulher só, que vai se consumindo em plásticas e murchando sob pilhas de Botox, mas nunca as abandono, apesar das amantes nas lanchas, dos filhos bastardos.

Eu não sou um malandro - não confundir. O malandro é romântico, boa-praça; eu sou minimalista, seco, mais para poesia concreta do que para o samba-canção. Eu tenho turbo-carros, gargalho em Miami e entendo muito de vinho. Sei tudo.

Ultimamente, apareceram os canalhas revolucionários, que roubam 'em nome do povo'. Mas eu, não. Sou sério, não preciso de uma ideologia que me absolva e justifique. Não sou de esquerda nem de direita, nem porra nenhuma. Eu sou a pasta essencial de que tudo é feito, eu tenho a grandeza da vista curta, o encanto dos interesses mesquinhos, eu tenho a sabedoria dos roedores.

Eu confio na Justiça cega do país, no manto negro dos desembargadores que sempre me acolherão. Eu sou mais que a verdade, eu sou a realidade. Eu acho a democracia uma delícia. Eu fico protegido por um emaranhado de leis malandras forjadas pelos meus avós. E esses babacas desses jornalistas pensam que adianta esta festa de arromba de grampos e escândalos. Esses shows periódicos dão ao povo apenas a impressão de transparência, têm a vantagem de desviar a atenção para longe das reformas essenciais e mantêm as oligarquias intactas. Este país foi criado na vala entre o público e o privado. Florescem ricos cogumelos na lama das maracutaias. A bosta não produz flores magníficas? Pois é. O que vocês chamam de corrupção, eu chamo de progresso. Eu sou antes de tudo um forte!."

(Artigo de Arnaldo Jabor transcrito de O Globo, dia 26 de Junho de 2007)

28/01/09

27/01/09

A crise está em crise


A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado

Ou estou fortemente enganado (o que sucede, aliás, com uma frequência notável), ou a história de Portugal é decalcada da história de Pedro e o Lobo, com uma pequena alteração: em vez de Pedro e o Lobo, é Pedro e a Crise.

De acordo com os especialistas - e para surpresa de todos os leigos, completamente inconscientes de que tal cenário fosse possível - Portugal está mergulhado numa profunda crise. Ao que parece, 2009 vai ser mesmo complicado.

O problema é que 2008 já foi bastante difícil. E, no final de 2006, o empresário Pedro Ferraz da Costa avisava no Diário de Notícias que 2007 não iria ser fácil. O que, evidentemente, se verificou, e nem era assim tão difícil de prever tendo em conta que, em 2006, analistas já detectavam que o País estava em crise.
Em Setembro de 2005, Marques Mendes, então presidente do PSD, desafiou o primeiro-ministro para ir ao Parlamento debater a crise económica. Nada disto era surpreendente na medida em que, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, entre 2004 e 2005, o nível de endividamento das famílias portuguesas aumentou de 78% para 84,2% do PIB.
O grande problema de 2004 era um prolongamento da grave crise de 2003, ano em que a economia portuguesa regrediu 0,8% e a ministra das Finanças não teve outro remédio senão voltar a pedir contenção.
Pior que 2003, só talvez 2002, que nos deixou, como herança, o maior défice orçamental da Europa, provavelmente em consequência da crise de 2001, na sequência dos ataques terroristas aos Estados Unidos. No entanto, segundo o professor Abel M. Mateus, a economia portuguesa já se encontrava em crise antes do 11 de Setembro.
A verdade é que, tirando aqueles seis meses da década de 90 em que chegaram uns milhões valentes vindos da União Europeia, eu não me lembro de Portugal não estar em crise. Por isso, acredito que a crise do ano que vem seja violenta. Mas creio que, se uma crise quiser mesmo impressionar os portugueses, vai ter de trabalhar a sério. Um crescimento zero, para nós, é amendoins. Pequenas recessões comem os portugueses ao pequeno-almoço. 2009 só assusta esses maricas da Europa que têm andado a crescer acima dos 7 por cento. Quem nunca foi além dos 2%, não está preocupado.
É tempo de reconhecer o mérito e agradecer a governos atrás de governos que fizeram tudo o que era possível para não habituar mal os portugueses.
A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado. Agora, somos o povo da Europa que está mais bem preparado para fazer face às dificuldades.



Uma visão positiva da crise

"Vocês que sempre economizaram tanto para os dias piores... podem começar a gastar: os dias piores já chegaram."



Nota importante da D.G. Saúde





Serão receitas do Adsense?




Quantas armas é possível transportar por baixo da t-shirt?


Tuck your shirt in!

É incrível como todo aquele arsenal não se nota! E será que é só na América que isto se pode passar? As armas são cada vez mais fáceis de arranjar e a violência cresce em todo o lado e a crise económica só vem acelerar descontentamento e agressividade latente.


26/01/09

Infâncias roubadas


Choca-me o trabalho infantil, mas compreendo-o em situações de pobreza e, penso mesmo, que em determinadas situações, ele pode não ser uma violência. Ajudar os pais nos trabalhos diários, pode ser difícil mas necessário. Tudo depende do esforço e tempo dispendidos, assim como das compensações.
O que não consigo aceitar, de forma nenhuma, são outras violações dos direitos infantis.
A obrigatoriedade de casamentos, quer entre duas crianças, quer entre adultos e crianças, revoltam-me. Por mais que tente compreender tradições e culturas diferentes das minhas, não consigo atingir qualquer forma de aceitação.
Mas, mais do que trabalho e casamentos, o que me é impossível aceitar, é a forma como se manipulam crianças, dando-lhes armas e vontade de matar.