28/05/07

A pouca vergonha do jornalismo português

Os Caminhos Emporcalhados do Jornalismo Português

Tudo na vida tem uma explicação e a verdade acaba por vir sempre ao de
cima.

A campanha contra José Sócrates empreendida por José Manuel Fernandes e
o
jornal que dirige, o “Público”, seguido por alguns apaniguados, só
surpreende quem é cego ou anda desatento neste mundo.

Militante da extrema-esquerda convertido à direita e aos interesses
capitalistas, o senhor José Manuel Fernandes mais não é que um
instrumento
do senhor Belmiro de Azevedo, dono da SONAE, a que pertence o jornal
“Público”.
O actual governo, na pessoa do primeiro-ministro José Sócrates,
despertou a
ira de um inimigo poderoso, quando não fez tudo para viabilizar a OPA
que a
SONAE lançou à PT. Perante um insucesso a que não está habituado, o
grupo
SONAE tinha de tirar desforço da afronta e não perdeu tempo. Tudo
começou em
23 de Março, quando o jornal “Público”, muito cirúrgica e
convenientemente,
transcreveu, na sua secção Blogues em Papel, que apresenta diariamente,
o
seguinte, do http://holehorror.blogspot.com:

“Belmiro de Azevedo é talvez o caso de sucesso do capitalismo português
em
democracia mais representativo das últimas décadas e por isso um puro
produto do pós 25 de Abril. Ambição, determinação, rigor e muita
contenção
nos custos fazem parte da sua imagem de marca. O actual governo, na
pessoa
do primeiro-ministro José Sócrates, comprou um inimigo pela forma como
geriu
(impediu) o dossier OPA. Os primeiros sinais foram dados ontem e hoje a
guerra começou. Prevejo dias difíceis para José Sócrates”.

E assim aconteceu, como se sabe. As insinuações visando o processo da
licenciatura académica do primeiro-ministro surgiram como uma vingança
servida a frio. Converteu-se num ridículo folhetim do jornal que é
dirigido
pelo senhor José Manuel Fernandes, repetido e explorado diária e
exaustivamente não só nesse jornal como em outros órgãos ligados a
interesses privados afins ou co-relacionados.
O senhor José Manuel Fernandes, que repete recorrentemente que se “pede
à
mulher de César que, ao menos, pareça honesta,” afinal de contas não é
mais
que um ponta-de-lança de poderosos interesses privados, como se tem
visto
também com o caso do aeroporto da OTA. Não é difícil concluir que um
aeroporto a sul do Tejo é o que mais interessaria aos projectados
investimentos turísticos para o Litoral alentejano, entre Tróia e
Grândola,
por Belmiro de Azevedo, José Roquette e BES. Alguma razão existe para a
Ota
de um momento para outro originar toda esta polémica.

Pergunta-se se é sério o papel que o senhor José Manuel Fernandes está
a
desempenhar, servindo-se da nobre profissão de jornalista para atingir
fins
que nada têm a ver com uma informação honesta e concordante com o
interesse
da colectividade.

Acho que o senhor José Manuel Fernandes só consegue iludir os pobres de
espírito. Mas esquece-se que este povo vai ficando cada vez mais
esclarecido
sobre as artimanhas de uns quantos que, ignorando a ética e os valores,
mais
não são que pontas-de-lança disfarçados de interesses privados.

Urge fazer uma limpeza na imprensa portuguesa.


Carlos Silva Martins


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